Programa Aventura Segura (PAS) é considerado marco no setor de turismo de aventura e ecoturismo
Da Redação
Brasília - O Brasil possui enorme potencial nas áreas de ecoturismo e turismo de aventura e tem tudo para ocupar o segundo lugar na preferência dos turistas em geral, depois do segmento de sol e praia. Para desenvolver as empresas do segmento, o Sebrae Nacional e a Associação Brasileira das Empresas de Ecoturismo e Turismo de Aventura (Abeta) criaram há pouco mais de quatro anos o Programa Aventura Segura (PAS).
Com apoio do Ministério do Turismo, o programa teve o objetivo de qualificar e capacitar as empresas de acordo com padrões de qualidade, sustentabilidade e segurança. O PAS mobilizou mais de 100 municípios de 13 estados brasileiros, reuniu cerca de 300 empresas (em ações presenciais e à distância) e qualificou mais de 5 mil pessoas.
As ações do PAS tiveram início em dezembro de 2005, envolvendo dezesseis destinos em treze estados brasileiros, selecionados pelas instituições parceiras e Ministério do Turismo. A principal ferramenta do programa é o Sistema de Gestão de Segurança (SGS), que orienta e ajuda os empresários e trabalhadores do segmento a se organizarem de forma a prestar os serviços de ecoturismo e turismo de aventura com qualidade, de forma sustentável e envolvendo o menor risco de acidentes.
Hoje, o programa é considerado um dos responsáveis pela elevação da qualidade desse segmento e verdadeiro divisor de águas, em termos de qualificação e profissionalização do segmento.
“O programa foi transformador e promoveu mais qualidade, mais competência e mais segurança. É um divisor de águas, ou seja, existem dois momentos para o nosso segmento: antes e depois desse programa”, declara Jean-Claude Razel, presidente da Abeta.
Dez manuais de boas práticas foram produzidos pelo programa, que se tornaram referência fundamental para as empresas de ecoturismo e turismo de aventura. “O conteúdo técnico desses manuais é de extrema relevância para o segmento e estamos reforçando sua importância e a necessidade de uso frequente nas empresas”, enfatiza Álvaro Barros, coordenador técnico da Abeta.
Outro resultado importante foi a implantação do conjunto de 24 normas da ABNT para o segmento. “O Aventura Segura foi crucial para o estabelecimento do principal pilar do turismo de aventura, que são as normas. Não existia nenhuma, até cinco anos atrás”, observa Jean-Claude.
Essas normas são a base do Sistema de Gestão de Segurança (SGS) do PAS, cujo cumprimento conduz as empresas à certificação do Inmetro, órgão certificador do ecoturismo e turismo de aventura no País. Até o momento, apenas duas empresas paulistas foram contempladas com essa certificação.
Como consequência, o País foi escolhido coordenador do grupo formado por vários países que desenvolve a norma ISO. “O Brasil se tornou líder nesse quesito, diante da qualidade das normas brasileiras”, esclarece o presidente da Abeta.
Novo desafio
Atualmente o grande desafio do segmento é fortalecer a demanda e os produtos de ecoturismo e turismo de aventura, segundo Jean-Claude. Disseminar os resultados alcançados e multiplicar o aprendizado para empresas de outros destinos e estados, que não participaram do PAS, é a meta da entidade.
“Agora, temos conhecimento, normas, metodologia e material prontos e testados. Queremos juntar grupos de empresas para replicar o programa em vários estados”, afirma Jean-Claude. Já há grupos de empresários de ecoturismo e turismo de aventura interessados em ser qualificados pelo PAS em Minas Gerais, Alagoas e Rio Grande do Sul.
A divulgação e multiplicação do conhecimento serão feitas por meio das redes sociais via internet, campanhas na mídia, entre outras ações, adianta o presidente da Abeta.
Serviço:
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